Messaggero di S. Antonio

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Para identificar as testemunhas da fé, não devemos olhar para as virtudes heroicas, mas para as "bem-aventuranças heroicas" que expressam valores muito, muito diferentes.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado em Il Messaggero di Sant'Antonio em 03/12/2023

Qual é a ética econômica específica do cristianismo é uma questão antiga, já que é nos próprios evangelhos que encontramos o primeiro pluralismo. Na verdade, nunca foi fácil juntar o «ai dos ricos» de Lucas com a presença de pessoas ricas na comunidade de Jesus (Levi, José de Arimateia...), ou encontrar uma coerência entre a "parábola dos talentos" e a do "trabalhador da última hora" do evangelho de Mateus. O que é certo, porém, é a importante diferença entre a ética do Evangelho, que é essencialmente uma ética de ágape, e a ética das virtudes de origem grega e romana. Embora no decorrer da Idade Média a ética cristã tenha incorporado a ética das virtudes (ou vice-versa), fundando a estrutura civil e religiosa do cristianismo sobre as virtudes cardeais, é verdade, porém, que o humanismo subjacente ao mundo grego e romano não é nem o bíblico nem o evangélico, embora haja pontos de contato. A antiga ética das virtudes baseava-se na ideia de excelência (areté) em uma determinada esfera da vida (política, esporte/desporto etc.), uma excelência que pode ser alcançada por aqueles que praticam as virtudes com empenho e que gera como recompensa final a felicidade (eudaimonia), o objetivo final da vida, como ensinou Aristóteles.

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O Evangelho tem outra ideia de excelência, e a sua felicidade (se quisermos chamá-la assim), além de ser muito diferente da grega, certamente não é o objetivo final do cristão. A excelência cristã é primar no amor-ágape, não nas virtudes. De fato, o contraste entre as virtudes e o ágape está precisamente no papel que os outros (seres humanos e criação) têm em função de si próprios. O limite da ética grega reside em centrar-se no indivíduo que procura melhorar o seu próprio caráter, tendendo para a perfeição moral. O Evangelho muda a perspectiva e diz: «Não pensar em si mesmo, pensar nos outros, descentralizar-se, e encontrar-se melhor sem se ter pensado nisso». Ele não propõe um processo ético de formação do caráter do indivíduol; é uma ética de comunhão, de reciprocidade, em que o "novo mandamento" é dirigido aos cristãos na segunda pessoa do plural: "amai-vos uns aos outros...". Se olharmos para os primeiros apóstolos, incluindo Paulo, encontraremos pecadores, traidores, impulsivos, temerosos, frágeis, de coração duro, em busca de poder, certamente não virtuosos. O que fez com que eles se tornassem mestres e testemunhas da fé foi a sua capacidade de amar, de se arrepender, de recomeçar sempre e de acreditar mais no amor de Deus do que em suas próprias virtudes. Sem mencionar o Antigo Testamento, onde os pais da fé são assassinos (Moisés e Davi/David), mentirosos (Jacó/Jacob) e assim por diante.

Tudo isto deve levar-nos a repensar até mesmo a ideia cristã e católica de santidade ou beatificação e os respetivos processos. Para identificar testemunhas da fé, deveríamos olhar não para as virtudes heroicas, mas para as "bem-aventuranças heroicas" que expressam valores muito, muito diferentes. Sem mencionar os milagres como prova de santidade, requisitos introduzidos na era moderna e da Contrarreforma, e que têm pouco a ver com o humanismo do Evangelho. Tive os melhores mestres da fé em pessoas com muitas imperfeições, defeitos, vícios, pecados, que, no entanto, eram capazes de amar, que nunca deixaram de seguir os passos de uma Voz, coxeando como Jacó/Jacob. A imperfeição deles foi a fenda espiritual pela qual um sopro do Espírito pôde penetrar, mudando a minha vida, não a tornando perfeita, mas apenas mais amada, colocando dentro de mim o desejo de tentar mudar a economia dos outros e dos mais pobres. A nossa felicidade pessoal, para o Evangelho, significa muito pouco.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Coxeando, como Jacob

Coxeando, como Jacob

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O que acabou de terminar foi o "Sínodo do já", não o "Sínodo do ainda não», um ainda não que, na vida do espírito, é sempre essencial, mas especialmente quando um mundo está acabando e ainda não vemos outro.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado em Il Messaggero di Sant'Antonio em 09/11/2023

O atual Sínodo é uma das mais belas novidades do pontificado de Francisco, fruto da sua capacidade de captar os sinais dos tempos. A forma como foi preparado e como está se desenrolando é claramente uma bênção para a Igreja (e não apenas para a Igreja Católica). Há motivos para nos alegrarmos, e de muitos pontos de vista. Não menos importante, por causa da nova presença de leigos e de mulheres, que fazem desta assembleia eclesial algo verdadeiramente histórico. Permitam-me apenas fazer duas pequenas observações a esta bela página que está sendo escrita. Elas dizem respeito à natureza e às competências dos delegados. De fato, se percorrermos a lista de participantes, além da satisfação com a rica composição e a biodiversidade carismática, também ficaremos impressionados com a ausência de certos componentes. É sempre uma tarefa fácil olhar para uma realidade em busca do que está faltando, porque não há realidade humana em que algo não esteja sempre faltando. Portanto, este meu exercício deve ser considerado como tal, com todas as suas limitações.

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A Igreja, e não apenas a Igreja Católica, está no meio de um grande processo de mudança, um dos maiores e mais radicais da sua história, que pode ser comparado ao que se seguiu ao colapso do Império Romano (século V), ou seja, a Igreja na época de Agostinho e Bento, quando um mundo secular entrou em colapso sem que outro tivesse nascido. Hoje, um mundo - a Christianitas - está desaparecendo, e não se vislumbra outro mundo para as igrejas. Estamos em um longo Sábado Santo. O Concílio Vaticano II foi um evento extraordinário, mas, como dizia Dossetti, um problema daquela assembleia providencial foi conceber-se ainda dentro da época da Christianitas, ou seja, não ter entendido coletivamente que uma história estava chegando ao fim, embora as igrejas ainda estivessem cheias. Essas igrejas cheias eram uma "maldição da abundância", porque essa riqueza impediu que os padres conciliares percebessem o vazio que se escondia sob as cinzas.

Com o século XXI, não podemos mais pensar na Igreja, na fé e na religião como fazíamos no século XX. A Igreja, em alguns países, ainda tem uma vitalidade própria e as igrejas não estão completamente vazias, mas devemos ter muito cuidado para que esse «meio-vazio» (e não o vazio total) não desempenhe o papel que as igrejas cheias desempenharam durante os anos do Concílio. E para entender os sinais dos tempos em um mundo com templos quase vazios, não é suficiente ter teólogos, bispos, freiras, padres, pessoas consagradas, que são a maioria dos delegados. Precisamos de empresários, trabalhadores, professores, assistentes sociais, cientistas, artistas, poetas, que são aqueles que estão vivendo essa grande noite escura da vida cristã a partir de uma visão «de fora» da Igreja institucional. Essas figuras são as principais sentinelas do amanhecer que poderia chegar. E precisamos, acima de tudo, de jovens de verdade, com menos de 30 anos, que são, ao que me parece, os outros grandes ausentes do Sínodo. Porque em toda grande expectativa está escondida a expectativa de uma criança, do habitante do mundo que está nascendo. Os profetas bíblicos eram todos jovens quando iniciaram a sua vocação, de Samuel a Jeremias.

Este que está acontecendo é o «Sínodo do já», a assembleia que fotografa a Igreja hoje; não é o «Sínodo do ainda não», um ainda não que, na vida do espírito, é sempre essencial, mas especialmente um mundo está acabando e ainda não vemos outro. Quando há necessidade dos olhos da sentinela, de quem fica nas muralhas e fala do que está fora para os que estão dentro, e do que está dentro para os que estão fora. Mulheres e homens do limiar. É no limiar, nos lugares liminares, que a ressurreição já está ocorrendo.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Mulheres e homens do limiar

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Uma das grandes inovações introduzidas no século XX pelo capitalismo no estilo norte-americano foi a soberania do consumidor. Hoje, no entanto, o consumo está mudando de natureza, porque o mercado mudou.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado em Il Messaggero di Sant'Antonio em 01/10/2023

Há um aspecto da nossa sociedade capitalista que ainda não foi suficientemente discutido pelos economistas e filósofos. Refiro-me à absolutização da categoria de consumidor. Uma das grandes inovações introduzidas no século XX pelo capitalismo no estilo norte-americano foi a soberania do consumidor. O consumo nos mercados, o consumir, foi visto como uma forma de liberdade dos modernos, criando novas oportunidades e novas igualdades: mesmo que eu seja um trabalhador, mesmo que eu não tenha estudado, mesmo que eu não seja de uma boa família, mesmo que eu não faça parte da elite, quando entro em uma loja com dinheiro, posso comprar o mesmo carro que os mais abastados. No momento da compra sinto-me igual aos chefes e aos ricos, não me sinto em segundo lugar. Essa primeira época de consumo em massa foi um passo importante para a democracia, primeiro no Ocidente e depois em todo o mundo (hoje esses fenômenos são especialmente importantes na África e na Ásia). O dinheiro nem tem cheiro de classe social: posso não saber falar de forma elegante e refinada, sou filho de camponeses, mas quando vou à sua loja, tem de me tratar com a mesma dignidade com que trata os mais abastados.

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Hoje, o consumo está mudando de natureza, porque o mercado está mudando ( já mudou). A globalização, primeiro, e as redes sociais, depois (com as multinacionais com fins lucrativos que as gerenciam, não o esqueçamos), fizeram do paradigma do consumo o novo paradigma da democracia.

De fato, o consumo de mercado tem poucas regras claras e simples:
      1.  O consumidor é o único que pode decidir sobre suas preferências e gostos;
      2.  Se eu gosto de um bem ou serviço, eu compro-o, se não gosto, não o compro;
    3.  No mundo das coisas, uma vez que estamos dentro (com poder de compra ou com dívidas), somos todos iguais, não há hierarquias de qualquer tipo;
      4.  Nada me pode ser imposto, no mercado, sem o meu consentimento.

 O «like/gosto» das redes sociais foi retirado diretamente do mundo do consumo, onde só é válido o que o indivíduo gosta ou não gosta. Portanto, ninguém me pode impor, de fora ou do alto, escolhas e bens de que eu não goste, que eu não tenha decidido livremente comprar ou não comprar. Tanto é assim que um axioma da teoria econômica liberal (a chamada Public Choice) diz que o mercado não age por maioria (como na política), mas por unanimidade, visto que se baseia no contrato, cuja lógica exige o consentimento de todos os participantes na troca (Buchanan e Tallock).

Até onde pode ir este raciocínio? Se o consumidor se tornar o novo cidadão global, a questão é a seguinte:
      1.  Esses consumidores-cidadãos poderão aceitar fazer coisas de que não gostam?
    2.  Serão capazes de aceitar, por exemplo, leis das quais não gostam, sofrer as consequências mesmo quando não gostam delas?
      3.  Aceitarão a coerção da autoridade ou estamos formando novos cidadãos que só vão querer pagar as multas que quiserem, que só irão para a cadeia se concordarem?

Até hoje (ou até ontem), as leis e as sanções eram decididas democraticamente, ou seja, pela maioria dos cidadãos e com garantias para as minorias, mas as leis em vigor não exigem o "gosto" de todos os cidadãos, muito menos daqueles que têm de as cumprir. A grande questão, então, é: a democracia sobreviverá ao pós-capitalismo consumista do século XXI? 

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Uma das grandes inovações introduzidas no século XX pelo capitalismo no estilo norte-americano foi a soberania do consumidor. Hoje, no entanto, o consumo está mudando de natureza, porque o mercado mudou.

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Há um aspecto da nossa sociedade capitalista que ainda não foi suficientemente discutido pelos economistas e filósofos. Refiro-me à absolutização da categoria de consumidor. Uma das grandes inovações introduzidas no século XX pelo capitalismo no estilo norte-americano foi a soberania do consumidor. O consumo nos mercados, o consumir, foi visto como uma forma de liberdade dos modernos, criando novas oportunidades e novas igualdades: mesmo que eu seja um trabalhador, mesmo que eu não tenha estudado, mesmo que eu não seja de uma boa família, mesmo que eu não faça parte da elite, quando entro em uma loja com dinheiro, posso comprar o mesmo carro que os mais abastados. No momento da compra sinto-me igual aos chefes e aos ricos, não me sinto em segundo lugar. Essa primeira época de consumo em massa foi um passo importante para a democracia, primeiro no Ocidente e depois em todo o mundo (hoje esses fenômenos são especialmente importantes na África e na Ásia). O dinheiro nem tem cheiro de classe social: posso não saber falar de forma elegante e refinada, sou filho de camponeses, mas quando vou à sua loja, tem de me tratar com a mesma dignidade com que trata os mais abastados.

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Pós-capitalismo e democracia

Pós-capitalismo e democracia

Uma das grandes inovações introduzidas no século XX pelo capitalismo no estilo norte-americano foi a soberania do consumidor. Hoje, no entanto, o consumo está mudando de natureza, porque o mercado mudou. por Luigino Bruni Original italiano publicado em Il Messaggero di Sant'Antonio em 01/10/2023 ...
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A primeira regra de qualquer economia é o equilíbrio entre entradas e saídas. Uma boa economia começa com as entradas e ajusta as saídas com base naquelas. 

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 07/09/2023

Um dia, enquanto procurava preguiçosamente por algo interessante nos canais de TV, me deparei com um programa sobre os grandes hotéis italianos. Um grupo de pessoas se hospedava nesses hotéis de luxo para, depois, fazer uma avaliação dos vários serviços oferecidos. O que me chamou a atenção foi a total ausência, neste programa, da dimensão da chamada «restrição orçamentária»: estes senhores-avaliadores pediam jantares, serviços diversos, sem nunca se preocuparem com o seu preço, como se vivessem num mundo em que o custo de um serviço ou de uma mercadoria não fosse um elemento importante na escolha. As famílias normais assistem a esses programas, depois se deparam com os anúncios de empréstimos fáceis, que têm (infelizmente) como protagonista uma cara simpática da nossa ficção e por isso não é difícil juntar as peças. Ou seja, pensar que aquela vida de férias em hotéis de luxo num mundo sem restrições orçamentais familiares se torna possível e fácil graças a empréstimos muito fáceis de pessoas simpáticas e instituições financeiras que só existem para a nossa felicidade.

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É pena que a realidade e os dados sobre o nosso país (Itália) sejam muito diferentes. Junto com o boom das férias de luxo das classes média e baixa, cresce também o recurso à usura, aos jogos de azar e, assim, crescem as pobrezas associadas a esses sonhos irresponsáveis promovidos pelo sistema dos média/mídia fora de controle. A primeira regra de qualquer economia (que significa - não o esqueçamos - "gestão doméstica") é o equilíbrio entre entradas e saídas. Uma boa economia começa com as entradas e ajusta as saídas com base naquelas. O humanismo consumista de nosso tempo, cada vez mais semelhante a uma religião, inverte esta ordem.  Começa com os desejos dos bens e das atividades, portanto, com as despesas, e depois indica-nos os meios para obter as entradas, sem nos dizer, irresponsavelmente, que as entradas a débito são apenas outras saídas diferidas no tempo. Assim, cobrem-se saídas com outras saídas, em mecanismos ingênuos que levam, não raras vezes, a crises econômicas de famílias inteiras.

Todo o nosso mundo pós-capitalista se baseia numa errada gestão dos desejos. Uma adolescência perpétua e sem limites, construída sobre o princípio do prazer (Sigmund Freud), sem nunca chegar ao princípio da realidade, uma realidade que nos revelaria algo extremamente importante, talvez decisivo, para o futuro do nosso tempo. Da psicologia (Jacques Lacan) e, sobretudo, da vida, sabemos que a satisfação dos desejos não é a operação decisiva para as alegrias mais importantes e profundas da vida. Porque o nosso maior desejo é desejar um desejo que nos deseja, é um encontro de reciprocidade de desejos, que só acontece quando o nosso desejo encontra as pessoas, que, por sua vez, podem desejar e desejar-nos.

É por isso que o desejo religioso é a mãe de todos os desejos: desejar um Deus que nos deseja. E quando se deseja alguém que nos deseja, a felicidade não consiste na satisfação, mas em permanecer em uma insatisfação perpétua que aumenta a reciprocidade dos desejos – uma pessoa que satisfizesse esse desejo seria uma mercadoria, como sabemos. As pessoas que amamos mudam os nossos desejos, e nós mudamos os deles, e a vida torna-se um processo contínuo de descoberta. São os bens relacionais, não as mercadorias, que são a nossa terra prometida. O capitalismo sabe disso, não sabe vender bens relacionais e, portanto, faz de tudo para simulá-los, vendendo-nos bens que se assemelham a relações. Enquanto tivermos consciência deste 'bluff', ainda seremos livres: "Suplico-te, meu Deus, meu sonhador, continua a sonhar-me" (Jorge Luis Borges).

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A primeira regra de qualquer economia é o equilíbrio entre entradas e saídas. Uma boa economia começa com as entradas e ajusta as saídas com base naquelas. 

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 07/09/2023

Um dia, enquanto procurava preguiçosamente por algo interessante nos canais de TV, me deparei com um programa sobre os grandes hotéis italianos. Um grupo de pessoas se hospedava nesses hotéis de luxo para, depois, fazer uma avaliação dos vários serviços oferecidos. O que me chamou a atenção foi a total ausência, neste programa, da dimensão da chamada «restrição orçamentária»: estes senhores-avaliadores pediam jantares, serviços diversos, sem nunca se preocuparem com o seu preço, como se vivessem num mundo em que o custo de um serviço ou de uma mercadoria não fosse um elemento importante na escolha. As famílias normais assistem a esses programas, depois se deparam com os anúncios de empréstimos fáceis, que têm (infelizmente) como protagonista uma cara simpática da nossa ficção e por isso não é difícil juntar as peças. Ou seja, pensar que aquela vida de férias em hotéis de luxo num mundo sem restrições orçamentais familiares se torna possível e fácil graças a empréstimos muito fáceis de pessoas simpáticas e instituições financeiras que só existem para a nossa felicidade.

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Relacionamentos, a terra prometida

Relacionamentos, a terra prometida

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Se quisermos ter uma relação justa com o trabalho, devemos lembrar de que, em primeiro lugar, é o homem e a mulher que enobrecem o trabalho com a sua presença, as suas mãos e a sua inteligência.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 06/07/2023

As crises ambientais, financeiras e militares deste início de milênio, tão graves que não podem ser ignoradas, correm o risco de nos fazer subestimar ou esquecer uma crise tripla da qual falamos muito pouco: a crise da fé, das grandes narrativas e da geração. Um mundo que não espera mais o paraíso, que esqueceu as narrativas coletivas e que não gera filhos, não encontra mais sentido suficiente para viver e, portanto, para trabalhar. As chamadas «grandes demissões» de milhões de trabalhadores, jovens e pessoas de meia-idade, que deixam os seus empregos sem ter outro, certamente têm muitos motivos, mas um deles está se tornando o dominante. É a falta de resposta a uma pergunta crucial: «Por que devo trabalhar, se não espero mais uma terra prometida (acima ou abaixo do céu), se não tenho ninguém que espere um presente e um futuro melhores com o meu trabalho?».

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Nunca devemos esquecer que o mundo do trabalho nunca criou nem esgotou o significado do trabalho. O trabalho é uma parte importante do sentido da vida, mas não o esgota; precisamos de algo mais, além do trabalho, para viver bem, mesmo quando o trabalho é muito bom e nos realiza profundamente. Ontem, esse "algo mais" era a família, eram as ideologias, a religião, que davam ao trabalho o seu devido significado. Depois, a fábrica, os campos ou o escritório reforçavam esse sentido, mas ele nascia fora do trabalho. Trabalhava-se bem porque antes e depois do trabalho havia coisas e pessoas maiores do que o trabalho. O trabalho era e é grande, mas, para ser visto em sua verdadeira grandeza, deve ser visto de fora, de uma porta ou janela que se abre para o exterior do local de trabalho; porque sem esse espaço maior que prepara e acompanha o trabalho, a sala de trabalho é demasiado pequena, o teto da fábrica ou do escritório é demasiado baixo para que esse animal infinitamente doente que é o homo sapiens possa ficar lá bem sem asfixiar, e possa ficar lá por muito tempo.

A Constituição italiana baseia-se no trabalho, porque o trabalho era fundado noutra coisa, era fundado na vida. Se as mães e os pais constituintes não estivessem convencidos de que o trabalho era apenas uma parte da vida, que era aquela zona intermédia entre um antes e um depois, não teriam escrito aquele artigo 1º, porque fundar a Constituição sobre o trabalho que não se baseia noutra coisa, teria sido a maior heresia ética. Também porque nesse algo, antes e depois do trabalho, existem as crianças que não trabalham porque não têm de trabalhar, os idosos que não trabalham mais, aqueles que não puderam trabalhar ou nunca trabalharão porque a vida os impede de fazê-lo. Fundar a democracia no trabalho só é bom se nos lembrarmos de que a palavra trabalho está em segundo lugar, não em primeiro.

O trabalho enobrece o homem, é verdade. Trabalhar nos torna melhores e aumenta a dignidade da vida e do dinheiro de que precisamos para viver, porque o salário se torna uma expressão daquela reciprocidade civil que é o cimento bom da sociedade. Mas se quisermos ter uma relação justa com o trabalho, devemos nos lembrar de que, em primeiro lugar, é o homem e a mulher que enobrecem o trabalho com a sua presença, com as suas mãos e a sua inteligência. Porque se uma atividade, que poderia ser realizada por uma máquina, é realizada por uma pessoa humana livre, essa pessoa confere maior dignidade a esse ato - a uma palestra universitária, a uma consulta médica, a uma obra de arte - e, portanto, cada vez que expulsamos trabalhadores e introduzimos máquinas, estamos reduzindo a dignidade desse local de trabalho. É o nosso trabalho que aumenta a dignidade da Terra.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Se quisermos ter uma relação justa com o trabalho, devemos lembrar de que, em primeiro lugar, é o homem e a mulher que enobrecem o trabalho com a sua presença, as suas mãos e a sua inteligência.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 06/07/2023

As crises ambientais, financeiras e militares deste início de milênio, tão graves que não podem ser ignoradas, correm o risco de nos fazer subestimar ou esquecer uma crise tripla da qual falamos muito pouco: a crise da fé, das grandes narrativas e da geração. Um mundo que não espera mais o paraíso, que esqueceu as narrativas coletivas e que não gera filhos, não encontra mais sentido suficiente para viver e, portanto, para trabalhar. As chamadas «grandes demissões» de milhões de trabalhadores, jovens e pessoas de meia-idade, que deixam os seus empregos sem ter outro, certamente têm muitos motivos, mas um deles está se tornando o dominante. É a falta de resposta a uma pergunta crucial: «Por que devo trabalhar, se não espero mais uma terra prometida (acima ou abaixo do céu), se não tenho ninguém que espere um presente e um futuro melhores com o meu trabalho?».

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Primeiro a vida, depois o trabalho

Primeiro a vida, depois o trabalho

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Um sistema social que recompensa os que já são capazes não faz mais do que deixar para trás os menos capazes, que geralmente não o são por demérito, mas por causa das condições de vida.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 04/06/2023

A renúncia do senador Carlo Cottarelli por, entre outras coisas, não considerar o seu partido suficientemente forte no apoio à meritocracia, mais uma vez chamou a atenção para o significado e a ideologia do mérito em nosso tempo. Mérito sempre foi uma palavra ambígua, porque está profundamente ligada ao fascínio que o mérito exerce sobre todos nós. Todos nós gostaríamos de merecer os nossos sucessos (menos, porém, merecer os nossos fracassos), ninguém gosta de pensar que a boa carreira que teve é resultado apenas da sorte e de recomendações.

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Se observarmos como o mérito é usado, ontem e hoje, nas escolhas concretas da economia e da sociedade, perceberemos que ele quase nunca esteve do lado dos pobres, que muitas vezes foram descartados e depois culpados por serem considerados desmerecidos, convencendo-os, assim, de que não são apenas pobres, mas também culpados e amaldiçoados. Mérito deriva de merere, que significa ganhar, do qual também derivam [it.] mercede (recompensa) e [it.] meretrice (meretriz). Meritocracia é a ideologia do mérito que, como todas as ideologias, usa uma palavra de que gostamos e nos fascina, manipula-a e perverte-a. E assim, em nome da valorização dos merecedores e dos pobres, a ideologia meritocrática se tornou a legitimação ética da desigualdade.

Bastou mudar o nome e a desigualdade deixou de ser um mal e passou a ser um bem. Foram três as etapas: 1. considerar os talentos das pessoas como um mérito e não como um dom; 2. reduzir os muitos méritos das pessoas àqueles mais fáceis de serem medidos pelas empresas de consultoria (quem hoje vê os «méritos» da compaixão, da mansidão, da humildade?); 3. ler o talento como mérito leva a remunerar os méritos de forma diferente e, portanto, a aumentar as diferenças entre as pessoas.

O mal-entendido sobre o mérito já pode ser encontrado na Constituição Italiana, que afirma no Artigo 34º: «Os capazes e os merecedores, ainda que desprovidos de recursos, têm o direito de atingir os graus mais elevados de estudos». Não é coincidência que o governo italiano se tenha baseado nesse artigo para justificar a mudança do nome do Ministério "da Educação" para "da Educação e do Mérito", aproveitando a brecha deixada pela ambiguidade do Artigo 34º.

Os entusiastas do mérito dizem: «mérito não é apenas talento, é uma combinação de talento e comprometimento, portanto, o que é recompensado é o comprometimento pessoal». No entanto, esses meritocratas esquecem o elemento crucial: até mesmo o fato de ser capaz de se comprometer não é mérito, é, sobretudo, um dom. Chegar em casa depois da escola e ter tempo para fazer a lição de casa, em vez de ter de trabalhar, não é um mérito. Se formos honestos, temos de reconhecer que o que somos e nos tornamos é 90% dom e 10% mérito; a meritocracia, por outro lado, inverte essa percentagem e faz com que esses magros 10% sejam a pedra angular do edifício da justiça.

Como instituição, as escolas devem ser anti meritocráticas, ou seja, devem reduzir as assimetrias dos pontos de partida que nada têm a ver com o mérito dos nossos filhos. Um sistema social que recompensa aqueles que já são capazes não faz mais do que deixar para trás os menos capazes, que geralmente não o são por demérito, mas por causa das condições de vida. Don Milani, cujo centenário estamos comemorando este ano, sabia muito bem dessas coisas. Ele sabia que seus garotos em Barbiana não eram desmerecedores: eram apenas pobres; eles não eram culpados, eram apenas pobres. Que este centenário nos faça refletir sobre a ideologia do mérito que se está tornando a nova religião do nosso tempo, uma religião sem gratuidade e sem Deus.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / ArquivoMSA

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A renúncia do senador Carlo Cottarelli por, entre outras coisas, não considerar o seu partido suficientemente forte no apoio à meritocracia, mais uma vez chamou a atenção para o significado e a ideologia do mérito em nosso tempo. Mérito sempre foi uma palavra ambígua, porque está profundamente ligada ao fascínio que o mérito exerce sobre todos nós. Todos nós gostaríamos de merecer os nossos sucessos (menos, porém, merecer os nossos fracassos), ninguém gosta de pensar que a boa carreira que teve é resultado apenas da sorte e de recomendações.

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Os pobres e a ideologia do mérito

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por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site  Il Messaggero di S. Antonio em 07/05/2023

«Por favor, como funciona esta máquina do estacionamento?», perguntou uma senhora idosa que estava tentando, como eu, pagar pelo estacionamento nas linhas azuis. Naquela cidade, a empresa que administra os estacionamentos municipais - ou seja, terrenos públicos, portanto, de todos - teve a boa ideia, hoje bastante difundida, de exigir que o cidadão digite os dados da placa/matrícula do carro na máquina. "Não me lembro", diz-me a senhora. Ela mostra onde está o seu carro, que fica longe para ela que tinha dificuldade para andar. Vou até lá, tiro uma foto da placa/matrícula e ajudo a pagar o bilhete.

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No final, uma pergunta me veio à mente: «Por que é preciso digitar os dados da placa/matrícula?» A única resposta que me ocorre é para evitar que o usuário do estacionamento que pagou por duas horas e usou apenas uma possa dar a hora restante para outra pessoa. Uma amiga vigilante me disse que, talvez, também possa haver outro motivo: se por engano me multarem porque não viram o recibo no carro, com a placa/matrícula eu posso provar que paguei. Sinceramente, acho que o primeiro motivo é de longe o dominante, visto que em quase quarenta anos de condução nunca recebi multas quando paguei pelo estacionamento!

Portanto, a questão é simples: uma empresa com fins lucrativos deve maximizar os lucros e, se ela administra um bem público em nome do município, fá-lo com o objetivo de obter lucros. E, em vez disso, estou convencido de que as empresas públicas ou privadas que administram bens comuns e públicos deveriam ser empresas civis ou sem fins lucrativos, ou seja, que não têm como objetivo maximizar os lucros, mas administrar com eficiência um bem que é de todos. A introdução de um preço para administrar bens públicos pode servir para racionalizar a gestão (as coisas gratuitas quase sempre se tornam coisas de ninguém) e não necessariamente para fazer dinheiro.

Mas quais são os efeitos da introdução da placa de identificação? O primeiro já vimos: as pessoas não são todas iguais em seu "funcionamento", diria o grande economista Amartya Sen. Portanto, as intervenções públicas e administrativas têm efeitos diferentes em pessoas diferentes. E um bom critério para se seguir quando se quer inovar em bens públicos é observar os efeitos da inovação começando pelas categorias mais desfavorecidas: idosos, crianças, pessoas com deficiência.

Além disso, há o efeito específico da proibição da troca de recibos com outros cidadãos. Quando estudei em Londres, havia uma estação de metropolitano onde todos sabiam que era possível encontrar bilhetes com duração ainda válida, deixadas lá por aqueles que não os tinham usado para que jovens e pobres pudessem usá-los. Impedir essas (possíveis) trocas por alguns dólares a mais, além de ser civilmente estúpido, envia sinais sobre o tipo de cidade que se deseja construir: uma cidade onde os fortes e os ricos estão em melhor situação, e onde os frágeis e os descartados estão cada vez pior. Na origem da civilização bíblica está a instituição solidária da respiga. O belo livro de Rute está todo construído sobre ela: quando os ceifeiros iam cortar as searas, não passavam uma segunda vez, porque a segunda passagem era para os pobres, as viúvas, os estrangeiros. Os campos não pertenciam apenas aos proprietários, pois «toda a terra é de Deus».

Estamos privatizando os bens comuns, estamos eliminando as muitas formas antigas de respiga. Em breve teremos cidades habitadas por cada vez mais comerciantes e cada vez menos cidadãos, onde toda a colheita se esgota na primeira passagem. E talvez a senhora idosa não saia mais para fazer suas compras: serão trazidas por uma nova empresa que lucrará com essas entregas. A cidade ficará mais pobre e mais triste, e nós com ela.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Na origem da civilização bíblica está a instituição solidária da respiga. O livro de Rute está todo construído sobre ela: quando os ceifeiros iam cortar as searas, não passavam por elas uma segunda vez, porque a segunda passagem era para os pobres...

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site  Il Messaggero di S. Antonio em 07/05/2023

«Por favor, como funciona esta máquina do estacionamento?», perguntou uma senhora idosa que estava tentando, como eu, pagar pelo estacionamento nas linhas azuis. Naquela cidade, a empresa que administra os estacionamentos municipais - ou seja, terrenos públicos, portanto, de todos - teve a boa ideia, hoje bastante difundida, de exigir que o cidadão digite os dados da placa/matrícula do carro na máquina. "Não me lembro", diz-me a senhora. Ela mostra onde está o seu carro, que fica longe para ela que tinha dificuldade para andar. Vou até lá, tiro uma foto da placa/matrícula e ajudo a pagar o bilhete.

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Respigas urbanas

Respigas urbanas

Na origem da civilização bíblica está a instituição solidária da respiga. O livro de Rute está todo construído sobre ela: quando os ceifeiros iam cortar as searas, não passavam por elas uma segunda vez, porque a segunda passagem era para os pobres... por Luigino Bruni Original italiano publicado n...
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A gestão está se tornando a nova ideologia do nosso mundo global, particularmente aquela gestão ensinada nas escolas de administração e transmitida por grandes empresas globais de consultoria.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di S. Antonio em 06/04/2023

A gestão está se tornando a nova ideologia de nosso mundo global, particularmente aquela gestão ensinada nas escolas de administração e transmitida pelas grandes empresas globais de consultoria. No século XX, a crítica social voltou-se para a teoria econômica liberal, identificando os economistas teóricos como o grande inimigo a ser combatido a fim de construir uma sociedade finalmente justa e igualitária.

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Enquanto os intelectuais, católicos ou socialistas, travavam esta guerra, nas faculdades de engenharia e escolas de administração, cresciam as técnicas e ferramentas de gestão que nas últimas décadas se transformaram progressivamente na «ideologia gerencialista» construída em torno dos três dogmas: do incentivo, da liderança e do mérito. Uma ideologia que está por toda a parte, inclusive nas comunidades cristãs e nas igrejas, onde se estão multiplicando os cursos de liderança para párocos e responsáveis de movimentos, onde não se pode mais realizar uma conferência ou capítulo geral sem coaches ou facilitadores profissionais do mundo empresarial, como se de repente tivéssemos esquecido aquela antiga sabedoria de como conduzir os encontros de comunidade e as assembleias.

Também o mundo europeu e os países de cultura católica, como a Itália, estão passando por uma rápida evolução e rápida mudança cultural. Nós católicos estávamos tão convencidos de que as leis da vida não seguiam as do mérito que o tínhamos relegado ao céu, onde era o critério para "merecer" o inferno ou o céu. O mundo protestante, por outro lado, em nome da salvação pela sola gratia (Lutero) ou pela predestinação (Calvino) tinha expulsado o mérito do céu e do inferno, e depois na terra inventou, alguns séculos mais tarde, a meritocracia (que nasce nos Estados Unidos). Os negócios estão exportando este humanismo protestante dos EUA (e do norte da Europa) para todo o mundo, e hoje o fazem sobretudo com a ideologia gerencialista, que também penetrou tão profundamente na Itália que o nome do Ministério da Educação foi mudado para «Educação e Mérito».

Assim, no lugar da antiga ética das virtudes sobre a qual tínhamos fundado a nossa civilização, a ideologia gerencialista e de consultoria global e total oferece um conjunto de princípios, boas práticas, elementos de psicologia, citações de clássicos da filosofia, sociologia e economia, algumas ideias de teoria dos jogos, muitos fluxogramas, maravilhosas apresentações em PowerPoint. E finalmente, consultores de todos os tipos e nomes transformam os princípios de gestão em ferramentas operacionais de gestão e de governança. A grande empresa se tornou assim o paradigma que todos devem seguir se quiserem fazer coisas boas e sérias. No século XX havia a democracia, portanto, a participação, que ofereceu o modelo a ser estendido a toda a vida civil. Mas enquanto a primeira transformação democrática desde o antigo regime ocorreu entre conflitos e grandes lutas sociais, a grande transformação ética e cultural que os negócios estão provocando no mundo está ocorrendo na (quase) indiferença geral. Não se trata de negar a importância dos valores e virtudes econômicas, o que seria insensato e errado. O problema é outro e não diz respeito nem à empresa nem à necessária gestão, muito menos aos empresários que são as primeiras vítimas desta nova era. Os problemas dizem respeito à ideologia gerencialista, que chega a todos os lugares porque, enganosamente, se apresenta secularmente como uma técnica e, portanto, como algo necessário e não ideológico. Talvez seja o momento de tomar consciência disso e falar mais sobre isso.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Il Messaggero di S. Antonio em 06/04/2023

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A ideologia gerencialista

A ideologia gerencialista

A gestão está se tornando a nova ideologia do nosso mundo global, particularmente aquela gestão ensinada nas escolas de administração e transmitida por grandes empresas globais de consultoria. por Luigino Bruni Original italiano publicado no site Il Messaggero di S. Antonio em 06/04/2023 A...
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Hoje, devemos pegar a parte ainda viva do cristianismo e inculturá-la em nosso tempo pós-cristão, que já não entende mais as línguas da fé, mas que as compreenderia com uma operação cultural e narrativa adequada.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 03/03/2023

O cristianismo, ou seja, a civilização cristã, não nasceu somente do Evangelho. Foi o resultado de uma hibridação entre os Evangelhos, a Bíblia, a cultura greco-romana, as civilizações itálica e europeia, e depois as civilizações lombarda, nórdica, eslava, bizantina e árabe. A Europa cristã é o fruto deste cruzamento, muito mais rico e variado do que apenas a teologia ou a fé cristã. A piedade popular é um entrelaçamento de muitas fés e tradições; as procissões foram gradualmente tomando o lugar das procissões pagãs dedicadas aos deuses dos campos e da natureza. A grande maioria dos italianos e europeus pré-modernos não tinha a mínima ideia do que era a Trindade, da diferença entre Jesus e Deus Pai, da diferença entre Jesus, Nossa Senhora e os santos: eram todos divindades das quais, acreditavam, a vida dependia. Em suas festas, os antigos europeus e italianos continuavam a cantar as canções habituais atrás de baldaquinos que só tinham mudado a estátua carregada, e às vezes nem mesmo isso.

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Esta mestiçagem continuou, sem grandes descontinuidades, até o século XX. A religião de minha avó e meu avô, camponeses e cristãos, consistia em orações em dialeto latino com conteúdo incompreensível. Em Maria eles viram não tanto a sua imaculada conceição, mas que ela foi mãe, que deu à luz em um estábulo frio e gelado, que ela esteve sob a cruz de seu filho, que ela o segurou, morto, em seus braços. Como eles fizeram, como fizeram as mulheres e as mães. Não conheciam os dogmas cristológicos, mas sabiam que Jesus era bom, que amava os pobres e curava os doentes, que tinha morrido crucificado, com sua mãe sob a cruz, que por isso ele também tinha sofrido muito, talvez mais do que eles. E por isso o amavam, e isso era tudo o que precisavam para acreditar que também Deus Pai era bom, mas também podia ficar com raiva e punir (a ideia de que Deus era apenas amor nunca foi a ideia do povo). Ainda hoje, o meu pai pode recitar de cor apenas uma oração em uma mistura de italiano e dialeto ascolano. Não está entre aquelas aprendidas no catecismo (o que acredito que ele nunca fez, o catecismo era coisa para ricos ou para as crianças das cidades), uma oração teologicamente imperfeita, mas cheia da vida e da fé do povo. Era gente que nada sabia de teologia, mas em 28 de dezembro, em memória da "matança dos inocentes", às ordens de Herodes, não cortava o pão para não ter de empunhar uma faca.

Por isso, a Igreja, especialmente a Igreja Católica, não teve medo de tomar festivais pagãos e integrá-los na civilização cristã. Hoje deveríamos fazer uma operação semelhante e simétrica: pegar a parte ainda viva do cristianismo e inculturá-la em nosso tempo pós-cristão, que não entende mais as línguas da fé, mas que as compreenderia com uma operação cultural e narrativa adequada. Assim como os cristãos tomaram os templos pagãos e construíram novas igrejas sobre eles (em Siracusa ou Ascoli ainda podem ser vistos), hoje deveríamos tomar os pilares ainda vivos do cristianismo - especialmente os espirituais - e construir sobre eles novos edifícios espirituais que possam ser preenchidos pelas mulheres e homens de nosso tempo, que não entendem mais a linguagem teológica do século XX, mas que ainda têm sede e fome de Deus, de salvação, de Cristo. Uma operação difícil, mas essencial: caso contrário, a depressão será a pandemia dos próximos anos. Estamos seriamente atrasados. Dietrich Boenhoeffer tinha escrito isto em sua estupenda carta da prisão em 30 de abril de 1944, quando anunciou a necessidade de dar vida a um cristianismo pós-religioso. Atrasado, mas talvez ainda a tempo.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Hoje, devemos pegar a parte ainda viva do cristianismo e inculturá-la em nosso tempo pós-cristão, que já não entende mais as línguas da fé, mas que as compreenderia com uma operação cultural e narrativa adequada.

por Luigino Bruni

Original italiano publicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 03/03/2023

O cristianismo, ou seja, a civilização cristã, não nasceu somente do Evangelho. Foi o resultado de uma hibridação entre os Evangelhos, a Bíblia, a cultura greco-romana, as civilizações itálica e europeia, e depois as civilizações lombarda, nórdica, eslava, bizantina e árabe. A Europa cristã é o fruto deste cruzamento, muito mais rico e variado do que apenas a teologia ou a fé cristã. A piedade popular é um entrelaçamento de muitas fés e tradições; as procissões foram gradualmente tomando o lugar das procissões pagãs dedicadas aos deuses dos campos e da natureza. A grande maioria dos italianos e europeus pré-modernos não tinha a mínima ideia do que era a Trindade, da diferença entre Jesus e Deus Pai, da diferença entre Jesus, Nossa Senhora e os santos: eram todos divindades das quais, acreditavam, a vida dependia. Em suas festas, os antigos europeus e italianos continuavam a cantar as canções habituais atrás de baldaquinos que só tinham mudado a estátua carregada, e às vezes nem mesmo isso.

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Por um novo capital espiritual

Por um novo capital espiritual

Hoje, devemos pegar a parte ainda viva do cristianismo e inculturá-la em nosso tempo pós-cristão, que já não entende mais as línguas da fé, mas que as compreenderia com uma operação cultural e narrativa adequada. por Luigino Bruni Original italiano publicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 0...
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Hoje, é mais urgente do que nunca reinventar a vida adulta, que está sendo esmagada por uma juventude e uma velhice artificialmente mais longas. Enquanto não se trabalhar efetivamente, não se é plenamente adultos, porque a idade da responsabilidade não começou de fato.

por Luigino Bruni

publicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 02/02/2023

O nosso tempo está vivenciando um novo protagonismo dos jovens, que estão fazendo coisas extraordinárias em muitos países. São jovens e adolescentes juntos, e a presença dos adolescentes é uma grande novidade em relação à geração de 1968. Desde as "sextas-feiras para o futuro" às jovens iranianas e afegãs, passando pela "Economia de Francisco", até aos jovens da "Última Geração", que estão manchando pinturas e edifícios com tinta lavável para lembrar que os poderosos mancharam, com tinta indelével, o planeta e o futuro deles. Jovens maravilhosos, que nos estão salvando, mas que não queremos levá-los suficientemente a sério. Porque a nossa cultura capitalista ama a juventude, mas ama pouco os jovens.  Assim, enquanto aprecia cada vez mais os valores associados à juventude - beleza, saúde, energia... - compreende cada vez menos e despreza os valores, que no entanto são fundamentais, da velhice, que tenta de todas as maneiras se distanciar de seu horizonte, que assim se ensombra e se entristece. Porque uma civilização que não valoriza os idosos e não sabe envelhecer é tão tola quanto uma civilização que não entende e não valoriza os verdadeiramente jovens: a nossa geração é a primeira que está somando estas duas tolices.

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Que a nossa cultura não gosta dos jovens, isso pode ser percebido pela forma como os trata escola, na universidade, no mundo do trabalho, nas instituições e nos partidos políticos, onde os jovens estão cada vez mais ausentes e mantidos bem afastados. Hoje em dia há demasiados jovens que correm o risco de passar, quase sem se aperceberem, da juventude à velhice, sem nunca viverem a idade adulta - são tratados como jovens até aos 40 anos, e já para muitas outras coisas se tornam velhos depois dos 50 -. Meus pais não viveram a geração de 1968, embora fossem jovens, pela simples razão de que na zona rural de Marche, onde cresceram, a juventude ainda não tinha sido «inventada». É claro que a idade biológica correspondente existia: os «jovens» se apaixonavam e sonhavam, como hoje e como, espero, amanhã. Mas não existia aquele tipo de categoria ou grupo social a que hoje chamamos juventude. Isto foi «inventado» pelo rock, pelos Beatles e depois pela geração de sessenta e oito.  Antes, com o casamento ou com a vida militar, passava-se diretamente da adolescência para a vida adulta, com suas responsabilidades.

A juventude foi uma das maiores invenções sociais da história, que mudou a sociedade, a política, a economia, a forma de se divertir, vestir, esperar, trabalhar, viver e morrer. Mas hoje é mais urgente do que nunca reinventar a vida adulta, esmagada por uma juventude e velhice artificialmente mais longas. Enquanto não se trabalhar a sério não se é plenamente adultos, porque a idade da responsabilidade não começa de fato. E um trabalho que chega tarde demais, e que - se e quando chega - é muitas vezes inseguro, fragmentário, precário e frágil, não faz senão alimentar e prolongar a juventude para além de seus horizontes biológicos, distorcendo-a. A juventude é maravilhosa porque termina, e quando não termina é uma tragédia antropológica e social. Tudo isso faz com que o mundo da economia, da sociedade e das instituições percam a energia vital e moral fundamental que vem dos jovens e torna acidentado e muito arriscado para eles esse processo e passagem fundamental que deve levá-los, em breve, ao trabalho real. Não é fácil sair deste tipo de «armadilha de pobreza» epocal e coletiva na qual caímos, mais ou menos conscientemente, especialmente no Ocidente. Mas devemos começar a vê-la, a chamá-la pelo seu nome.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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por Luigino Bruni

publicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 02/02/2023

O nosso tempo está vivenciando um novo protagonismo dos jovens, que estão fazendo coisas extraordinárias em muitos países. São jovens e adolescentes juntos, e a presença dos adolescentes é uma grande novidade em relação à geração de 1968. Desde as "sextas-feiras para o futuro" às jovens iranianas e afegãs, passando pela "Economia de Francisco", até aos jovens da "Última Geração", que estão manchando pinturas e edifícios com tinta lavável para lembrar que os poderosos mancharam, com tinta indelével, o planeta e o futuro deles. Jovens maravilhosos, que nos estão salvando, mas que não queremos levá-los suficientemente a sério. Porque a nossa cultura capitalista ama a juventude, mas ama pouco os jovens.  Assim, enquanto aprecia cada vez mais os valores associados à juventude - beleza, saúde, energia... - compreende cada vez menos e despreza os valores, que no entanto são fundamentais, da velhice, que tenta de todas as maneiras se distanciar de seu horizonte, que assim se ensombra e se entristece. Porque uma civilização que não valoriza os idosos e não sabe envelhecer é tão tola quanto uma civilização que não entende e não valoriza os verdadeiramente jovens: a nossa geração é a primeira que está somando estas duas tolices.

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O desaparecimento dos adultos

O desaparecimento dos adultos

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A distância entre os governantes e os pobres é um grande problema da democracia. Sem uma nova competência da política e dos políticos, a distância entre a vida e o palácio está destinada a crescer.

por Luigino Bruni

publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 06/01/2023

Em uma das páginas mais belas do livro Cuore (Coração) de Edmondo De Amicis, Alberto Bottini, o pai de Enrico (o menino protagonista do livro) diz a seu filho: «O homem que pratica uma só classe social é como o estudioso que lê apenas um livro». Naquela fase pós-unificação, era muito importante tentar «fazer italianos», superando o mundo feudal e suas castas. E esta superação na direção da fraternidade civil foi confiada sobretudo à escola pública, que estava se tornando obrigatória nos primeiros anos da escola primária.

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A mensagem paraEnrico, o filho da burguesia, era clara: fazer amizade com meninos de todas as classes sociais, desde o pedreiro até o filho do ferreiro, porque esta amizade de infância será decisiva para uma nova amizade social quando se tornarem cidadãos adultos. Esta frase contém grande sabedoria. Hoje, com efeito, sabemos que o primeiro motivo da decadência de todas as elites - culturais, econômicas, políticas, religiosas - está na perda da biodiversidade relacional. Quando um grupo de pessoas se sente e se autorrepresenta como uma elite e, portanto, deixa de frequentar os lugares de todos, não tem mais amigos e conhecidos de diferentes culturas e condições socioeconômicas; quando a vida dos membros dessa elite se passa entre hotéis de luxo, campos de golfe, restaurantes estrelados, sem mais contato com pessoas no metrô, nos mercados, nas filas dos correios, o declínio inexorável dessa elite já começou.

E já estamos vendo isso com a atual geração de gestores das grandesempresas, em profunda crise antropológica e crise de significado (mesmo sendo muito ricos), porque por demasiado tempo se fecharam em mundos auto-referenciais, perdendo o contato até mesmo com os seus próprios trabalhadores e operários. O empresário de ontem, na grande maioria dos casos, vivia nas cidades de todos, mandava os seus filhos às escolas de todos, frequentava os bares e barbearias de todos e, sobretudo, frequentava as fábricas e oficinas dos seus trabalhadores, conhecia o trabalho porque conhecia os trabalhadores e muitas vezes trabalhava com eles, compartilhando odores e feridas. Quando esta autossegregação também acontece com as elites políticas chamadas a governar, os danos são ainda maiores. Pois estão perdendo a competência essencial nas matérias sobre as quais devem legislar.

Consideremos, como um importante exemplo, a questão da pobreza. Na imaginação dos nossos governantes, entre os cerca de um milhão de cidadãos que recebem uma média de 500 euros por mês como Renda básica de Cidadania/Rendimento social de inserção, haveria uma quantidade significativa de culpados, ou seja, pessoas que poderiam trabalhar e que, ao invés disso, preguiçosos e mandriões, preferem o sofá ao trabalho. Então olhamos para os dados e nos perguntamos de onde vem esta crença tão forte como um dogma religioso. Quem conhece, pelo menos algumas das famílias que beneficiam daquele subsídio social, sabe muito bem que se essas pessoas não trabalham é quase sempre devido a algum problema sério e que viver uma vida degradada é também uma forma de pobreza que leva a preferir o sofá ao trabalho.

Mas a distância entre os governantes e os verdadeiros pobres é um grande problema da democracia. Muitos políticos falam sobre os pobres em abstrato, sem nunca os ter visto ou falado com eles. Assim, eles fazem leis para os pobres imaginados e acabam perdendo contato com os verdadeiros pobres que, também por esta razão, se tornam os rejeitados da sociedade. Sem uma nova competência da política e dos políticos, que voltem à escola da rua e dos pobres, a distância entre a vida e o palácio está inexoravelmente destinada a crescer.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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A distância entre os governantes e os pobres é um grande problema da democracia. Sem uma nova competência da política e dos políticos, a distância entre a vida e o palácio está destinada a crescer.

por Luigino Bruni

publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 06/01/2023

Em uma das páginas mais belas do livro Cuore (Coração) de Edmondo De Amicis, Alberto Bottini, o pai de Enrico (o menino protagonista do livro) diz a seu filho: «O homem que pratica uma só classe social é como o estudioso que lê apenas um livro». Naquela fase pós-unificação, era muito importante tentar «fazer italianos», superando o mundo feudal e suas castas. E esta superação na direção da fraternidade civil foi confiada sobretudo à escola pública, que estava se tornando obrigatória nos primeiros anos da escola primária.

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A escola da rua e dos pobres

A escola da rua e dos pobres

A distância entre os governantes e os pobres é um grande problema da democracia. Sem uma nova competência da política e dos políticos, a distância entre a vida e o palácio está destinada a crescer. por Luigino Bruni publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 06/01/2023 Em uma das páginas ...
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Como ensinar aos filhos o uso correto do dinheiro? Aqui estão quatro regras que podem ser úteis na família...

por Luigino Bruni

publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 04/12/2022

O uso do dinheiro nas relações primárias é sempre muito delicado, especialmente na família, onde crianças, adolescentes e jovens adultos entram no jogo do dinheiro. Pode ser útil seguir quatro regras, apoiadas pela pesquisa da ciência econômica e pela prática.

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Primeira regra. O dinheiro deve vir dos pais, eles são os únicos administradores do dinheiro da família. E mesmo quando as doações externas entram (crismas, aniversários...) elas devem ser conhecidas e administradas pelos pais. As Aventuras de Pinóquio nos mostra isso muito claramente: o dinheiro que chega a Pinóquio só lhe causa problemas. Quando as crianças têm mais de 10 anos de idade, torna-se difícil dar presentes que elas apreciem e a tentação de dar dinheiro é forte. Quase sempre isto é um atalho porque não temos tempo para escolher um presente juntos, porque não conhecemos suficientemente os nossos filhos, porque não temos tempo. Os avós adoram abrir contas bancárias e seguros de vida para seus netos. Que o façam, mas não lhes digam: e que expressem o seu amor também de outras formas.

Segunda regra. Não usar o dinheiro como um incentivo para obter algo de seus filhos e filhas. Evidentemente, eles devem ser motivados, mas dentro de casa e desde cedo devem aprender a arte da gratuidade, não a arte do comércio; eles terão tempo para esta última ao longo de suas vidas, e só será uma boa arte se ela assentar na arte da gratuidade. Porque a família (com a escola) é o primeiro lugar onde se aprende que há coisas bonitas e boas que devem ser feitas não pela recompensa que nos dão, mas porque elas são bonitas e boas: e é tudo. É a educação do «é tudo» que realmente conta quando se é criança. Portanto, é péssimo fazer uma lista de preços em casa (2 euros para lavar a louça, 3 euros para passear com o cachorro...) ou inventar a «mesada com pontos», criado por um colega meu economista (que mais tarde se arrependeu, quando viu que a sua filha não fazia nada sem ser paga: mas era tarde demais, ele tinha criado um homo oeconomicus de saias).

Terceira regra. A mesada, que uma certa cultura econômica dominante está introduzindo nas famílias, é perigoso. É recomendada por muitos especialistas porque é vista como educação para a responsabilidade. Porém, o que os estudos demonstram é que a mesada tende a aumentar nas crianças uma atitude mercantil em relação à vida, em relação aos amigos, em relação a si mesmos. E isto é sério: se não aprendermos desde pequenos a dar um valor intrínseco ao que o mundo antigo chamava de virtude, quando crescermos seremos maus trabalhadores, que só trabalharão se e quando houver uma cenoura e um bastão.

Quarta regra. Aprender a desenvolver recompensas não monetárias. As recompensas são importantes com as crianças, pois reforçam o bom comportamento. Os prémios são, portanto, importantes, desde que não se tornem incentivo. A recompensa, não monetária e simbólica (uma viagem, um presente, ou mesmo um abraço...), reconhece que a ação feita é boa: não é um contrato, o preço não é definido antes da ação ser feita, nem sempre está lá, mas somente às vezes, e muda com o tempo. As recompensas reforçam a gratuidade, os incentivos corroem-na.

O nosso capitalismo está transformando todos os pactos em contratos e todos os prémios em incentivos. Protejamos ao menos a família desta invasão, mantenhamos o templo inocente do coração das crianças livre dos mercadores. Muitos erros são cometidos neste campo devido à falta de reflexão e de atenção, especialmente por parte de pedagogos e moralistas, que sempre subestimaram o peso econômico na educação das crianças. Devemos dedicar mais tempo à economia, quanto mais não seja para nos precavermos contra a sua poderosa lógica.

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Como ensinar aos filhos o uso correto do dinheiro? Aqui estão quatro regras que podem ser úteis na família...

por Luigino Bruni

publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 04/12/2022

O uso do dinheiro nas relações primárias é sempre muito delicado, especialmente na família, onde crianças, adolescentes e jovens adultos entram no jogo do dinheiro. Pode ser útil seguir quatro regras, apoiadas pela pesquisa da ciência econômica e pela prática.

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Mais tempo para a economia (e para os filhos)

Mais tempo para a economia (e para os filhos)

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Hoje a terra está cheia de samaritanos e mulheres siro-fenícias esperando por nós na encruzilhada para explicar o Evangelho que ainda não conhecem: quando nos curvaremos para escutá-los?

por Luigino Bruni

pulicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 8/11/2022

A parábola do «Bom Samaritano» está entre as mais belas dos evangelhos (Lc 10). O Papa Francisco escolheu esta parábola como a pedra angular bíblica de sua encíclica sobre fraternidade, Fratelli tutti. A primeira mensagem do Bom Samaritano é a diferença entre «o que está ao lado» e «o próximo». O samaritano que passava na estrada não era o mais próximo da vítima atacada pelos assaltantes; pelo contrário, ele era o mais afastado de qualquer ponto de vista (por religião, etnia, geografia). Ao invés disso, os mais próximos eram o padre e o levita, que, no entanto, não pararam. Assim, o samaritano fez-se próximo daquela pessoa, mesmo não lhe sendo chegado.

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A regra de ouro do Evangelho revela então o amor das muitas formas de proximidade: não se ama o próximo porque ele está ao meu lado, ou porque está mais perto de mim do que outro, mas porque é uma pessoa em necessidade, porque é uma vítima. Caso contrário, como nos lembrou a economista Amartya Sen (A Ideia de Justiça), sempre teremos pessoas que estão mais próximas de nós do que outras, e portanto não seremos justos porque toda ideia de justiça traz consigo uma ideia de tratamento equitativo. Se eu tratar melhor os mais próximos do que os menos próximos, eu quebro a primeira regra da justiça. Frases e políticas que se baseiam, então, em expressões como «primeiro os italianos», «primeiro os europeus», «primeiro os católicos» são radicalmente contrárias à lógica e à política do Evangelho, que só nos permite dizer: «Primeiro está a pessoa que encontro na rua e que está em necessidade».

 O próprio Jesus aprende a lógica do Bom Samaritano, quando (como narra o evangelho de Marcos no capítulo 7:24-30) encontra a mulher siro-fenícia. Aquela mulher, de um outro povo e de uma outra religião, portanto "afastada", pede-lhe que expulse um demônio de sua filha. E Jesus como primeira resposta confunde o próximo com aquele que está perto, e diz-lhe: «Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos». Aqui Jesus repete o que qualquer pessoa sensata diria. Cuidar primeiro dos próprios filhos e depois dos filhos dos outros é parte da lei natural: não se deve cuidar dos outros sem ter resolvido primeiro os problemas da família.

Mas o Evangelho não é nem senso comum nem lei natural: é ágape, é algo mais. Então aquela mulher estrangeira e distante, embora não o soubesse, estava contando a Jesus a parábola do Bom Samaritano, estava ensinando-lhe o seu Evangelho. Jesus se deixou converter por ela: «Mas ela respondeu-lhe: Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.'. Então ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha'». É maravilhoso ver Jesus que aprende o seu Evangelho de uma mulher pagã, de uma mãe. É comovente, é muito humano ver que também Jesus muda de ideia, que Deus também se converte.

A Igreja ainda segue Jesus se continuar a ser convertida pelas vítimas, se e quando for capaz de redescobrir o Evangelho encontrando os pobres pelo caminho, aqueles pobres e distantes que explicaram e explicam à Igreja o seu próprio Evangelho, com palavras que falam de direitos humanos, de respeito, de igualdade, de fraternidade e sororidade. A Igreja converteu-se a um Evangelho mais cristão graças às palavras humanas das vítimas e dos distantes. Pois na Bíblia o homem aprende o céu de Deus, mas Deus aprende a terra através dos homens, das mulheres e das crianças. Hoje a terra está cheia de samaritanos e mulheres siro-fenícias esperando por nós na encruzilhada para nos explicar o Evangelho que ainda não conhecem: quando nos curvaremos para escutá-los?

Créditos foto: © Giuliano Dinon / Arquivo MSA

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Hoje a terra está cheia de samaritanos e mulheres siro-fenícias esperando por nós na encruzilhada para explicar o Evangelho que ainda não conhecem: quando nos curvaremos para escutá-los?

por Luigino Bruni

pulicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 8/11/2022

A parábola do «Bom Samaritano» está entre as mais belas dos evangelhos (Lc 10). O Papa Francisco escolheu esta parábola como a pedra angular bíblica de sua encíclica sobre fraternidade, Fratelli tutti. A primeira mensagem do Bom Samaritano é a diferença entre «o que está ao lado» e «o próximo». O samaritano que passava na estrada não era o mais próximo da vítima atacada pelos assaltantes; pelo contrário, ele era o mais afastado de qualquer ponto de vista (por religião, etnia, geografia). Ao invés disso, os mais próximos eram o padre e o levita, que, no entanto, não pararam. Assim, o samaritano fez-se próximo daquela pessoa, mesmo não lhe sendo chegado.

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Os pobres explicam o Evangelho

Os pobres explicam o Evangelho

Hoje a terra está cheia de samaritanos e mulheres siro-fenícias esperando por nós na encruzilhada para explicar o Evangelho que ainda não conhecem: quando nos curvaremos para escutá-los? por Luigino Bruni pulicado no site Messaggero di Sant'Antonio em 8/11/2022 A parábola do «Bom Samaritano» está...
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Não é mais o momento de nos escondermos atrás "das leis do mercado", porque o mercado somos nós: o mercado são as nossas escolhas, é a imagem dos nossos valores, da nossa dignidade, da nossa honra.

por Luigino Bruni

publicado no site Il Messaggero di Sant'Antonio em 03/10/2022

«É verdade que existe hierarquia nas empresas, é verdade que existem funções e salários diferentes, mas os salários não devem ser  demasiado diferentes. Se a diferença entre os salários mais altos e mais baixos se tornar muito grande, a comunidade empresarial adoece e rapidamente a sociedade fica doente». Estas palavras estão entre aquelas 'doadas' pelo Papa Francisco aos empresários da Confindustria em 12 de setembro. Doadas sim - poderíamos intitulá-las: porque as palavras de Francisco foram acima de tudo um dom, particularmente diante das dificuldades destes anos excepcionais, difíceis para todos e também para os empresários, pelo menos para aqueles que ele comparou ao «bom pastor» (certamente não para aqueles que se assemelham aos "mercenários"), que por isso sofrem quando suas comunidades empresariais sofrem.

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Esta questão dos salários dos dirigentes em relação aos salários dos trabalhadores é muito importante. Não pode haver uma proporção de cem ou mil para um.... É cada vez mais decisivo para a qualidade do capitalismo de hoje e de amanhã. A empresa é também uma comunidade, embora um certo «pensamento» econômico hoje queira negar isto ,em nome de uma visão da empresa como um mercado onde os «contratos» fazem tudo sem qualquer necessidade de «pactos». O pacto não é apenas um encontro de interesses: é um encontro de destinos, de almas, de vida. E aqueles que trabalham sabem que empresas sem estes pactos sociais, muitas vezes implícitos, não funcionam; e mesmo que gerem lucros, não geram vida boa e bem-estar para quem trabalha. Os pactos, ao contrário dos contratos, precisam de uma certa igualdade. Não uma igualdade perfeita em todas as dimensões.

Cada trabalhador sabe que as responsabilidades, as funções, os talentos e a produtividade dos vários sujeitos de uma empresa são diferentes; ele sabe disso e não reivindica ter o mesmo salário que o diretor geral. Mas todo trabalhador, incluindo aquele «trabalhador» que se chama empresário (e gestor), como Francisco nos lembrou novamente, também sabe que por mais diferentes que sejam os vários trabalhadores, no final estão todos dentro da mesma realidade, ao serviço do mesmo bem comum chamado empresa. Assim como sabe que sem a participação de cada um, mais ou menos pequena, a empresa não funciona, ou funciona mal. Estão nesta consciência de co-essencialidade, a dignidade, a honra, o respeito, a autoestima de cada trabalhador. «Eu não sou o chefe, não estudei como o engenheiro; eu sei: mas eu também sei o fazer meu trabalho, eu também sou importante, e se eu parar, a empresa não será mais tão boa como é agora. A beleza e a qualidade de nossa empresa também dependem de mim». São estes pensamentos que nos mantêm de pé todos os dias, que nos fazem abrir os nossos computadores todas as manhãs com orgulho; e quando estes pensamentos faltam, nos apagamos, primeiro na alma e depois completamente. E conosco se apagam as nossas empresas.

Os trabalhadores precisam desta estima tanto quanto precisam de seus salários. E se faltar, eles não dão o melhor de si. E, continua Francisco, «quando os salários e as remunerações são demasiado diferentes, o sentido de pertença a um destino comum perde-se na comunidade empresarial, não se cria empatia e solidariedade entre todos; e assim, diante de uma crise, a comunidade de trabalho não responde como poderia responder, com graves consequências para todos». Os tempos difíceis estão pela frente, talvez muito difíceis. Para que não sejam demasiado difíceis e, portanto, impossíveis, é preciso que cresça nas empresas este sentido de «destino comum», para que cada um sinta que é um coprotagonista do projeto coletivo da sua empresa. Tudo isso é chamado de política. Não é mais o momento de nos escondermos atrás «das leis do mercado», porque o mercado somos nós: o mercado são as nossas escolhas, é a imagem dos nossos valores, da nossa dignidade, da nossa honra: a de cada um e de todos nós.

Na foto, a empresa EdC Todobrillo

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por Luigino Bruni

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«É verdade que existe hierarquia nas empresas, é verdade que existem funções e salários diferentes, mas os salários não devem ser  demasiado diferentes. Se a diferença entre os salários mais altos e mais baixos se tornar muito grande, a comunidade empresarial adoece e rapidamente a sociedade fica doente». Estas palavras estão entre aquelas 'doadas' pelo Papa Francisco aos empresários da Confindustria em 12 de setembro. Doadas sim - poderíamos intitulá-las: porque as palavras de Francisco foram acima de tudo um dom, particularmente diante das dificuldades destes anos excepcionais, difíceis para todos e também para os empresários, pelo menos para aqueles que ele comparou ao «bom pastor» (certamente não para aqueles que se assemelham aos "mercenários"), que por isso sofrem quando suas comunidades empresariais sofrem.

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«Doadas sim»: palavras aos empresários

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